quinta-feira, 31 de julho de 2008

Um problema a resolver...Angelita Soares

Luzades, Bisado pegou o desenho de Mona...Começa Osido, vacilante.
Ah, então, foi ele!Diz Luzades,aliviada.Lermin escolheu Mona para ser minha sobrinha e minha sucessora, aqui nesse reino...!E está dando certo; ela é muito sensível, intuitiva e comunicativa...
É, sei disso, mas, como vamos fazer para devolver o desenho? Os outros mongos não querem devolver e querem que ela saiba que moramos no jardim...!!!Comenta Osido, desanimado.
Hum, temos de pensar sobre isso,então, não sei como ela reagirá se souber quem eu sou e que vocês moram aqui...Responde, pensativa.
Pois é, também, fiquei preocupado!!Não queremos que ela deixe de ser criança, ainda!!!Nem que deixe de ter otimismo e imaginação...
Ei, Osido, estávamos procurando você!!Fala Bisado, aproximando, parando estarrecido.Mas é ...é...é...
Sim, Bisado, é nossa querida dafa Luzades. Responde Osido, rindo diante da cara estupefata do outro mongo.
Luzades, que saudades!!!Que bom ver você!!Estávamos sentindo tanto a sua falta!! Como você cresceu!!Diz Bisado, pulando de contentamento.
Luzades ri muito, diante da alegria espontânea do mongo.
Eu também, Bisado, eu também!
Estávamos falando sobre Mona; ela é sobrinha de Luzades, nesse reino, e também será uma dafa, como ela...!!!Comenta Osido, olhando para Bisado.
Oba!!! Oba!!!Mona será uma dafa!!!!Temos de contar para ela, que moramos aqui!!!Responde Bisado, saltitando de satisfação.
Epa!!Calma, Bisado, não é tão simples assim!Comenta Osido, sério e cauteloso, diante do entusiasmo do amigo.
Agora, que encontramos Luzades, tenho certeza de que ela resolverá esse problema. Responde Bisado, olhando carinhosamente para a dafa.
Sim, temos de pensar sobre como vamos fazer isso e se é o melhor a fazer, mas deixem isso, comigo. No tempo certo, resolverei.Mas contem-me sobre vocês...Estão todos bem??
Bisado, rapidamente, começa a tagarelar, contando sobre a vida, no jardim, enquanto, Osido, resignado e paciente, sacode a cabeça, vendo a expressão afetuosa da dafa., pensando no que a dafa faria para resolver aquele problema...Mas isso já é outra história...


O Reencontro

Depois de ter revistado a casa inteira, Anelise não tinha conseguido encontrar o desenho de Mona.
Vamos, tia, vamos pro jardim; tenho certeza de que está lá, com os mongos!!!Diz Anelise, pegando a tia, pela mão, e puxando-a até o jardim.
Resignada, Anelise começa a procurar por um lado, enquanto Mona vai para o outro.
Ei, quem é aquela menina, ali? Pensa Osido, vendo a aproximação de Anelise.Ela me lembra alguém, mas ainda não sei quem...Termina, coçando a careca.
Mongos!!!E ela disse que também fala com a Bibi...Será que estou ficando louca?Resmunga, enquanto vasculha, em meio ao jardim.
Osido não sabe porquê, mas alguma coisa faz com que, lentamente, vá se aproximando do local, onde Anelise está.
Com seus olhos serenos, fita a garota de jeans surrado. Camiseta manchada. Tênis antigo.
Anelise sentindo-se observada, vira-se, procurando a fonte daquele olhar, mas não vê nada.Então, muito lentamente, quase por intuição, olha para baixo.
Os dois ficam se olhando, por um longo tempo...!!!Anelise, de olhos arregalados, e boquiaberta, sem acreditar no que estava vendo e Osido, espantado, diante da garota.
Osido????Pergunta Anelise, ainda sem acreditar.
Luzades, é você????Indaga Osido, esperançoso; a solução tinha chegado...!
Luzades???Balbucia Anelise, lembrando-se, de uma túnica de seda azul, pés no chão, pisando a relva, as festas e as brincadeiras na estaflor.
Osido!!!Que bom rever você!!!!Diz, finalmente, sorrindo, entusiasmada. Estava sentindo tanto a sua falta!!!
Eu também,Luzades, eu também!!!Responde Osido, saltitando de alegria.
Tenho tanta coisa pra contar!!!Diz Luzades, abaixando-se, para pegar o mongo.
Eu também, eu também!!Responde Osido sorrindo.
Finalmente, tinha reencontrado sua dafa.Agora, tudo seria mais fácil...Ou não?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O DOM

Anelise, sentada, em frente ao seu computador, recordava-se das histórias do Reino de Landria. Tinha escrito, ainda menina, as histórias; como se já soubesse todas, de cor.
E não entendia o porquê, mas gostava muito de Luzades. Alguma coisa naquela dafa mexia com seus sentimentos mais escondidos...!!! Quase como se a dafa fosse uma extensão de si mesma! Pena que, com o passar do tempo, tudo foi ficando, apenas, como fruto da sua imaginação...!!Mas, ainda se lembrava, houve um tempo, em que ela se sentia...A própria Luzades...!!!Com sua vontade de ajudar e mudar o mundo!!
Tia, tia!!!Meu desenho dos mongos sumiu...!Diz Mona, entrando,apressada, no quarto.
Como assim, sumiu? Deve ter colocado em outro lugar ou alguém pegou...Responde Anelise, levantando-se e sorrindo para a sobrinha.
Mas quem???Será que foram os mongos??Pergunta a menina, com os olhos abertos de espanto.
E agora?Pensou Anelise. Devo dizer que eles são fruto da minha imaginação e tirar o direito dela de ser criança?
Acho que não, Mona, mas vamos procurar por aí...Eu ajudo você. Responde, saindo do quarto, com a sobrinha, em silêncio.
Tia, acho que foram os mongos, sim! A Bibi disse que eles estavam no jardim...!Fala Mona, olhando séria, para a tia.
Bibi??Quem é Bibi??Pergunta Anelise, sem acreditar no que tinha ouvido.
Bibi, a minha amiga borboleta, tia!!!Ela disse que já viu os mongos, andando pelo jardim...Explica Mona, pacientemente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Não sabia o que dizer...Mona teria o mesmo dom dela?E de Linna? Ela também podia falar com os animais? Sendo assim, então,será que os mongos também não existiam, realmente???Pensa Anelise, antes de dizer.
È mesmo??Quero muito conhecer sua nova amiga.Quero que você me apresente para ela. Mas, primeiro, vamos procurar o seu desenho; não podemos acusar os mongos, sem antes tentar encontrá-lo, em outros lugares, não acha??Termina Anelise, sacudindo, desoladamente a cabeça, ainda, sem saber o que pensar, dirigindo-se, para a sala de estar.
Apresento,sim, tia!!Se não encontrarmos o desenho, podemos procurar pelo jardim...!Quem sabe, não encontramos o desenho,lá, com os mongos??Responde Mona, espontaneamente, acompanhando, contente, a tia, sem perceber a confusão de Anelise, que, resignada, começa a vasculhar os móveis da sala.

A reunião

Osido tinha convocado e reunido todos os mongos para decidir sobre o desenho pego por Bisado.
Atenção, silêncio!!!Pediu, quase gritando.Temos de decidir sobre o desenho. Em primeiro lugar, não nos pertence,por isso, acho que deve ser devolvido á sua legitima dona.Em segundo, se ficarmos com o desenho, não podemos deixar rastros sobre nossa presença, aqui, no jardim.
Porque não? Pergunta Bisado, interrompendo Osido. Acho que ela deveria saber que estamos aqui. Que o Reino de Landria fica aqui, no jardim!
Isso mesmo, Bisado, vamos nos mostrar para ela!!!Ela vai ficar contente em saber que estamos bem perto!!!Comenta Selozo, pedindo a palavra.
Se fizermos isso,Selozo, ela vai contar para todos os outros!Diz Osido, sorrindo, diligentemente.Já pensou nisso?
Mas podemos pedir segredo!Insiste Selozo, esperançoso.
Hum, como ela é uma menina; acho difícil que ela guarde esse segredo, por muito tempo,Selozo...! Responde Osido, coçando as sobrancelhas. E se ela falar isso pros outros adultos da casa??Além de ninguém acreditar nela, iriam dizer que isso é coisa da imaginação dela e logo, logo, ela sentiria vergonha de acreditar em nós e deixaria de ser criança!Retruca Osido, pacientemente.Será que isso seria bom para ela?
Eu concordo com Bisado; devemos nos apresentar a ela e explicar que tudo deve ficar em extremo segredo entre nós!!!Retruca Goluso, interrompendo, repentinamente, Osido
Todos os outros mongos concordam com Goluso, falando e argumentando, ao mesmo tempo, sem parar, enquanto Osido vendo aquela bagunça, esfrega, desanimado, a cabeça, pensando:
E agora, parece que a reunião não está dando certo...??!!O que devo fazer??Ah, que falta faz Luzades!!! Como gostaria que ela estivesse aqui, agora...!!

A Encrenca do Bisado

Ei gente, olha o que eu trouxe!!!Um desenho da gente feito pela Mona!! Grita Bisado, chamando os outros Mongos.
O quê??Você pegou um desenho da Mona?? Mas ela nem sabe que moramos, aqui, em seu jardim...!!!Bisado, isso não foi correto...!Diz Osido, sério, pensando na confusão que aquilo poderia provocar.
Ah,Osido!!Olhe só,que bonito!!!Eu, você, todos nós!!! Ela gosta muito de nós!!!
Sim, ela gosta, mas eu não sou tão barrigudo assim!!Reclama Goluso, apalpando sua vasta barriga.
Mas eu sou mesmo muito bonito!!!Diz Bisado, sorrindo, estufado.
Ela é uma menina muito esperta! Admite Osido, sorrindo, diante do desenho.Mas teremos de devolver, senão...
Ah, não, Osido, não queremos devolver!!!Repetem todos os mongos, ao mesmo tempo.É um desenho nosso feito pela Mona!!!Temos o direito de ficar com o desenho!!!
Osido sacode e coça a cabeça.
Hum, que bela enrascada, o Bisado nos meteu, agora...!!!Pensa, esfregando a testa e saindo, para arejar as idéias e tentar encontrar uma solução ideal para todos.
Mais tarde, Mona volta ao quarto.
Onde foi parar o meu desenho??Tinha deixado, aqui, em cima da mesa...Exclama, espantada.Você pegou, Bibi??
Eu, claro que não, sou muito leve pra carregar o papel...!! Tem certeza de que não levou para outro lugar?Para a sala? Para o banheiro? Pergunta Bibi, que já tinha pousado na mesa.
Não, Bibi!!Deixei aqui, tenho certeza!!!Retruca Mona, sem entender o que estava acontecendo.

O DESENHO DESAPARECIDO...

Mona tinha resolvido desenhar os mongos das histórias de sua tia Anelise.
Sorrindo, desenha um rosto redondo, olhos espertos, sobrancelhas grossas, um gorro para a cabeça, o pescoço, o corpo inteiro, tudo isso, em tamanho pequeno...!
O que você está desenhando??Pergunta Bibi, pousando na mesa.
Estou desenhando os mongos...Veja, esse é o Bisado! Diz, alegre e orgulhosa, para Bibi, mostrando o desenho.
Ei, eu já vi esse homenzinho, no jardim...!!!Responde Bibi, lembrando-se.
Jura, Bibi!!Você viu o mongo Bisado??Pergunta Mona, contente, quase sem poder acreditar que tinha um mongo em seu jardim.
Claro!!!Vi mais de um; eles vivem pegando coisas, no jardim, são ligeiros, quando olho, de novo, já se foram...!!!Retruca Bibi, recordando-se dos homenzinhos que tinha visto, rondando pelo jardim.Tem um que tem a barba bem branquinha!!!E outro, barrigudo!!!
È o Osido!!E o outro deve ser o Goluso, que cuida da cozinha!!!Exclama Mona, deliciada com a idéia de poder ver os Mongos.
Todos os dias, eles catam coisas no jardim; falam com as flores e passarinhos, e ainda cantam e dançam...!Mas são muito ligeiros, nunca consigo ver para onde vão...!!Responde Bibi, olhando para Mona.
Mona, hora de almoçar! Chama vó Felicia.
Está bem, vovó, já estou indo!diz Mona, despedindo-se de Bibi.Mas sem esquecer:Tinha mongos, em seu jardim!!!
Enquanto isso, dentro do quarto, um pequeno homenzinho pega o desenho de Mona e sai pela janela, levando-º
Quem seria???E pra onde levaria o desenho de Mona?

terça-feira, 29 de julho de 2008

Bibi e Zum-zum-uma nova amizade no jardim

Bibi pousou, tranquilamente, num hibisco, quando um gordo besouro apareceu, na sua frente, encarando-a, firmemente.

Ei, essa árvore é minha!!!Disse o besouro, fitando-a, enfezado.Você está invadindo a minha propriedade...!!

Sua propriedade??? Retruca Bibi, séria. Pelo que eu saiba, a natureza é de todos!!!E quem é você, pra dizer isso??

O besouro notando a personalidade forte de Bibi, acalmou-se, dizendo:

Eu sou Zum-zum, faz pouco tempo que venho me alimentar nesse jardim...Desculpe, se fui meio grosseiro, é que recém estou conhecendo esse território, entende?

Bibi, sorrindo, responde:

Tudo bem, Zum-zum.Eu sou Bibi; conheço bem esse jardim,inclusive a menina que mora na casa. Sempre que quiser alguma coisa, pode me perguntar que digo quais são os melhores lugares pra achar comida...Eu prefiro os hibiscos...!!Hum,são deliciosos!!

Você fala com os humanos??Eles não são perigosos? Pergunta Zum-zum, arregalando os olhos de espanto.

Depende de como você se aproxima...Aqui, nessa casa, tem a Mona, ela é uma menina boa e bonita!!!E a vó dela, também!!!E agora, tem a tia, que conta cada história linda para ela!Sei disso, porque fico ouvindo da janela...

Hum, será que elas iriam gostar de mim?Perguntou Zum-zum, pensando em fazer novos amigos, ali.

Iriam, não, vão. Deixe comigo, que apresento você a Mona!Ela vai adorar conhecer um besouro bonito como você!Responde Bibi, entusiasmada, com o novo amigo.

Zum-zum riu muito do jeito faceiro de Bibi. Tinha gostado dela!Algum tempo depois, estavam os dois voejando, juntos, pelo jardim, com Bibi, mostrando tudo e tagarelando sem parar, enquanto Zum-zum ria muito, com a nova amiga, pressentindo que iria se divertir muito, naquele lugar.

O Jardim de Monalisa

O jardim de Monalisa
Monalisa era uma menina, com cabelos dourados e cacheados e grandes olhos esverdeados. Seu rosto redondo era repleto de minúsculas sardas. Era alegre, comunicativa e curiosa; adorava fazer perguntas e jamais ficava sem uma resposta. Ela adorava passear pelo jardim de sua avó, Felicia. Lá, tinha coloridas rosas...Lírios amarelos, brancos e vermelhos...Além de estreliças, hibiscos e um grande flamboyant. Lá, vinham alimentar-se sabiás, pombas e outros passarinhos. Por isso, estava sempre visitando o jardim.
Bibi, uma borboleta de asas douradas, estava morrendo de fome...!!!Precisava encontrar comida, e aquele jardim tinha bastante, parecia diferente dos outros...!!De repente, percebe aquela menina sorridente.
_Olá, eu me chamo Bibi! E você?-Perguntou voando alegremente, em torno da menina.
_Oi, eu me chamo Monalisa, mas pode me chamar de Mona, como todo o mundo...!!!Você é muito bonita, Bibi!!!
_Obrigada, você também! Posso pegar comida, no seu jardim?Estou faminta!
_Claro, Bibi!!!Tudo o que você quiser._Respondeu rindo, a menina._ Do que você mais gosta?
_Ah!!!Adoro beber o néctar dos hibiscos!!!!É tão suave e doce!!!!_Disse Bibi, batendo as asas, de satisfação.
_Então, vá até lá!!!_Pediu a menina.
Faceiramente, Bibi sorveu o néctar dos hibiscos vermelhos...Depois, voou novamente em torno da menina.
_Quantos anos você tem? _Perguntou, curiosa.
_Tenho oito anos! E você!!!_Respondeu Mona, sorrindo, vendo o vôo prazenteiro de Bibi.
_Hum, não sei, não.Nós, borboletas, não contamos o tempo. Só vivemos!!!Você já está estudando??
_Sim, estou no segundo ano.E você??
_ Nossa escola é a natureza.Aprendemos tudo o que precisamos com ela. Sabendo amá-la e respeitá-la, ela sempre nos dá o melhor!! O que você aprende lá?
_Um pouco de tudo, Bibi!!Aprendemos Ciências, Estudos Sociais, Português e Matemática.
_Hum!!!_Fez Bibi, fazendo uma careta._O que é tudo isso?
_Em Ciências, aprendemos sobre a natureza. Em Estudos Sociais, sobre os lugares e suas histórias. Em Português, aprendemos a ler e a escrever. E em matemática, a fazer cálculos.
_Puxa, tudo isso???_Falou Bibi, arregalando os olhos_Como vocês conseguem aprender tanta coisa???
_Precisamos ler muito, fazer exercícios. Só assim, aprendemos. Temos que fazer testes, depois, para ver o que aprendemos de tudo.
_É mesmo???Que legal!!!O nosso teste, das borboletas, é o teste da sobrevivência! Depois que deixamos nosso casulo, temos de nos manter vivas!E nem sempre é fácil!!!-Retrucou Bibi, séria. Mona riu muito da seriedade de Bibi. Estava gostando daquela nova amiga. Pressentia que viveriam grandes aventuras...Juntas.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O MONGO DOENTE

Um dia, quando Osido ia fazer quinhentos anos, ficou doente; estava muito resfriado e nem podia sair da cama.Sendo assim, todos os seus afazeres teriam de ser feitos pelos outros mongos.
Ah, hoje, não posso!Tenho um monte de projetos para executar e um monte de coisas pra consertar...!!!Respondeu Bisado, quando Osido chamou-o para pedir ajuda.
Então, Osido pediu que Bisado chamasse Selozo, o mongo dos pomares.
Sinto muito, Osido, mas hoje, tenho muitas árvores para podar!!!Meu tempo está muito curto até para fazer o que tenho de fazer!!! Justificou-se Selozo,saindo.
Veio então Goluso, o mongo cozinheiro.
Impossível, Osido! Tenho toda as refeições para fazer e mais um monte de coisas pra resolver na cozinha...!!!Reclamou, saindo em seguida.
E assim, foi indo,até que todos os mongos fossem chamados, cada um dando sua explicação para não ajudar Osido.
Luzades, sabendo do resfriado de Osido, foi visitá-lo e encontrou-o chorando, em sua cama.
O que houve,Osido?Está doente, não deveria estar chorando assim...!!!
Ah,Luzades, estou resfriado e não tenho como fazer as coisas que sempre faço: orientar os mongos, em suas tarefas, verificar as plantas e os pomares, colher os alimentos para nossas refeições, examinar o que não está funcionando, na estaflor...!!!!Mas todos estão ocupados em suas tarefas e ninguém pode vir me ajudar...!!!Resmungou, com os olhos lacrimejantes, olhando tristemente para Luzades.
Não fique assim,Osido!!!Fique calmo que vou resolver o seu problema...!Respondeu, sorrindo, Luzades, percebendo que Osido se sentia abandonado e esquecido pelos outros.
Luzades, Luzades, esse relógio não está funcionando e não consigo achar o problema,pode me ajudar??Perguntou, esperançoso,Bisado, vendo Luzades sair da casa de Osido, sabendo que a dafa sempre estava disposta a ajudar.
Que pena, Bisado!!! Mas tenho de fazer as tarefas de Osido, já que ninguém pôde ajudá-lo...!!!Quando eu fiquei doente e precisei da ajuda dele , sempre me ajudou, com carinho e dedicação, por isso, vou fazer o mesmo, por ele...!!Disse Luzades, seguindo em frente.
Bisado ficou surpreso com aquela resposta e pensou:
Eu, também, já fiquei doente, muitas vezes, e Osido, mesmo, com tanta idade, sempre me ajudou, sem reclamar, sem pestanejar e eu...Disse, interrompendo-se, envergonhado pelo que tinha acabado de descobrir ...
Na hora da ceia, todos perceberam que Bisado estava muito quieto e perguntaram se havia algum problema com ele.
Devo ter, pois não tive tempo de ajudar meu grande amigo, Osido, que doente, precisava da minha ajuda, sem me lembrar das muitas vezes que precisei dele, e ele prontamente me ajudou...!!!Respondeu sério.
Todos ficaram vermelhos de vergonha, lembrando-se que já haviam ficado doentes e tinham sido ajudados por Osido, que sem largar suas próprias tarefas, ainda tinha executado as tarefas dos outros.
Depois da ceia, a casa de Osido ficou cheia de mongos. Todos se desculpando e dispondo-se a ajudá-lo.
_Fique tranqüilo, Osido, amigão, eu mesmo vou verificar os pomares e as hortas, depois venho aqui, para você escolher as refeições. Disse Goluzo, acalmando o amigo.
Não se preocupe com os consertos; listarei o que não está funcionando e virei aqui para você me dizer quais são mais urgentes.Comenta Bisado, sorrindo, feliz por estar ajudando um grande amigo.
Quanto aos pomares e arvoredos, pode deixar, que os podarei todos, e ainda farei uma lista dos que estão mais desenvolvidos, para você saber como está indo nossa linda estaflor. Falou Selozo, contente, por mostrar sua gratidão e reconhecimento ao amigo doente.
Luzades entra no quarto, trazendo um bule de chá de hortelã e alecrim, dizendo:
Ué, vocês não estavam atarefados demais para ajudar Osido??
Que nada, quando é pra ajudar um verdadeiro amigo, a gente sempre tem tempo, até de sobra!!! Disse Bisado, piscando para Luzades, que, sorrindo, e vendo o rosto contente e comovido de Osido, começou a servir o chá para todos.
Gostou da história de hoje, Mona??Perguntou Anelise para a sobrinha.
Adorei, tia!!! Agora, entendi, porque, quando mamãe e vovó estão doentes devo ser mais obediente; afinal, elas são minhas melhores amigas, e sempre cuidaram de mim...!!E sempre vão cuidar...!!!Como o Osido cuidou dos outros mongos...Se eu estivesse lá, também ficaria envergonhada e cuidaria dele.Gosto muito dele!!!Obrigada pela história!!Boa noite!!!Responde Mona, beijando a tia, e caindo no sono.
Boa noite, Mona!!! Diz Anelise, saindo, sem perceber um pequeno ser, de cabelos e barba grisalhos, olhando para Mona, antes de dizer, sorrindo.
Boa noite, Mona!! Lembre-se, sempre,da minha história!!!Eu também gosto muito de você!!!





sexta-feira, 25 de julho de 2008

Aguardem a próxima
história...Até segunda...!!!

A DANÇA DA SEMENTE

A DANÇA DA SEMENTE
Por causa da idade, Mona, ás vezes, tinha dificuldades ao brincar com sua turma, de compartilhar e cumprir tarefas. Então, num fim de tarde, Anelise sentou-se com ela, no jardim, e começou a contar a história da Dança da Semente.
Uma vez, no Reino de Landria, surgiu uma semente dourada, do tamanho de uma bolinha de gude, mas era tão leve, que os siflos levaram-na, pelos tovens, até que pudessem descobrir que tipo de planta era.Eles notaram que, ao toque dos tovens, a semente dançava, bailando, suavemente.
Acontece que os mongos também tinham visto a semente, dançando, e tinham adorado a cor e a forma dela, mas ainda ninguém sabia que tipo de semente era.Mesmo assim, os siflos concordaram em entregá-la aos mongos.
Está bem, Osido, vou deixar a semente com vocês, para cuidá-la. Concordou Etron, o sofli condutor.
Já que não sabemos que planta é, vamos enterrá-la num solo tarfo, para que possa germinar, tranqüilamente. Respondeu Osido, contente em cuidar daquela semente tão bonita e pequenina!!
Todos os dias, os soflis e os mongos vinham visitar a semente, ansiosos, por vê-la brotar.
Bisado olhava, com uma imensa ternura, para a sementinha.
Diméco regava a sementinha, todos os dias, com um cuidado sem limites.
Osido afofava a terra, diariamente, com um carinho de pai.
Etron, com seus longos dedos, acariciava a terra, onde a sementinha dormia, afetuosamente.
Estedron, o silfo das planícies, cantava uma cantiga lenta, para que ela pudesse dormir, pois tinham percebido que, enquanto cuidavam dela, durante o sono, ela suspirava de prazer.
Um dia, chegaram as dafas Maclido e Dosamora, e vendo todos parados, perguntaram:
Porque estão parados, aí??Aconteceu alguma coisa??Perguntou Maclido, intrigada.
Sim, estão engraçados, parados aí...!!!Disse Dosamora, rindo.
Encontramos uma sementinha dourada, mas não sabemos que planta é...Responderam, todos, ao mesmo tempo, encantados pelo sono da sementinha.
Semente dourada??Repetiu Maclido.Como ela é?
È esférica, como uma pequena bola, cheia de raios dourados...Tão linda!!!E pequenina!!!Respondeu Osido, suspirando, enternecido.
Maclido!!!Exclamou Dosamora. Será que é uma rosa do sol?? Há anos, não temos mais visto sementes dela pela estaflor...!!!Se for, que beleza, poderemos criar novos brotos...!!
Sim, Dosamora,é o que estou pensando, vamos ter de cuidar muito bem dela, até podermos vê-la brotar..!!!
Daquele dia em diante, as dafas se uniram nos cuidados á sementinha. Todos davam o que tinham de melhor: cuidados, carinhos, água, locar, pois até as samalandras queriam ver uma rosa do sol.
Num belo dia de sol, a sementinha começou a espreguiçar-se, para fora da terra. Seu longo caule verde surgiu, depois, suas mãos-folhinhas, e finalmente, apareceu seu rosto de rosa. Uma linda rosa amarela, com tons de ouro, como se fosse o próprio sol brilhando.
Um grande ah de espanto, surpresa e admiração saiu da boca de todos. Fora as dafas, ninguém tinha visto, ainda, uma rosa do sol.
Então, os soflis contaram que a sementinha dançava, enquanto levavam-na pelo Ar,
Ah, sim, ela é muito faceira!!!!Adora dançar, desde pequenina.Explicou Maclido.
Os mongos disseram que ela suspirava, enquanto dormia, por isso, sempre alguém dormia ao lado dela.
Ela é muito sensível!!! Além disso, sabe que é uma rosa do sol, por isso, suspira, ansiosa por mostrar a todos sua beleza...!!!Comenta Dosamaro.
Olá a todos!!!Muito obrigada por terem cuidado de mim!!! Que linda estaflor!!! O que posso fazer para agradecer por terem cuidado de mim???Perguntou a Rosa, com seus lindos olhos cor de mel , sorrindo para todos.
Osido e Maclido pediram um broto, para que pudesse haver outras, como ela, pela estaflor.
Etron e Estedron, mais encabulados, pediram licença, para que pudessem vir visitá-la, todos os dias.
A Rosa sorrindo, disse que poderiam visitá-la sempre que pudessem...!!
De que me adianta tanta beleza, se não tiver amigos, com quem compartilhá-la...??
Osido e Bisado ficaram impressionados com a sensibilidade daquela rosa. Queriam sempre vir conversar com ela e ajudá-la no que fosse preciso.
As outras dafas também viriam vê-la, para ajudá-la no seu toalete.
Desde aquele dia, a estaflor de Landria ficou ainda mais bonita, pois a Rosa também sabia cantar, e maravilhava a todos, com sua voz pura e suave.
Tia, como você conta histórias bonitas!!! Vou me esforçar mais, quando meus amigos me derem tarefas para cumprir, na escola e nas brincadeiras, afinal, nunca se sabe quando vai aparecer uma rosa do sol, não é mesmo???Diz Mona, sorrindo, dando um beijo estalado em Anelise, antes de sair correndo, para brincar com seus amiguinhos.

A doença da Margarida

A doença da Margarida
Mona estava tendo dificuldades, na escola, por isso, Anelise estava ajudando,nas lições. Como Mona ficava muito triste, pensando que não conseguia fazer nada sozinha, depois de tudo acabado, levou-a, para a cozinha, preparou um sanduíche para as duas e começou a contar a história da margarida doente.
_Uma vez, no reino de Landria, uma margarida ficou doente; perdeu a cor, ficou toda cheia de pintas escuras, quase tombando do galho.Então, chegou a dafa Maclido, que vendo aquela flor tão fraca e abatida chamou todas as outras dafas.
_Hum, ela deve estar com a gripe do Inverno!!Falou a dafa Dosamora, cheirando a flor.
_Não, acho que ela está com a febre do Outono!! Retrucou a dafa Cadasricias, tocando levemente as pétalas da margarida doente.
_Acho que ela está com o sarampo do Verão. Argumentou a dafa Nosdons, colocando os ouvidos, perto da flor.
_Para mim, ela está com a fadiga da Primavera! Respondeu a dafa Sedascor, olhando a cor esmaecida das pétalas.
De repente, chega Luzades, que vendo as quatro dafas juntas, pergunta:
_O que está acontecendo?? Posso ajudá-las??
_Essa margarida está doente; mas não conseguimos descobrir qual a doença dela, Luzades!!!Nenhum dos nossos remédios está funcionando...!!Responde Maclido, séria, para a outra dafa.
_Hum, mas essa doença é muito rara!!Não vamos conseguir curá-la, sozinhas, acho melhor chamarmos os mongos e as samalandras para nos ajudar...Acho que ela está com a Doença da Pedra no Lago...!!!Comenta Luzades, séria.
_Ah, então chame-os,logo!!!Não queremos deixá-la morrer!!Pediram as dafas,ansiosas.
Em seguida, chegam os mongos e as samalandras.
_O que houve? Pergunta Diméco, aproximando-se da flor.
_Qual é o problema? Indaga Macha, a princesa das samalandras.
_Não sabemos o que a margarida tem!!Respondem todas as dafas.
_Hum,acho que ela está com Carência de Mais Sinerais. Diz Diméco, examinando.
_Acho que ela está com falta de Locar!!!Argumenta Macha.
_Os dois estão certos; ela precisa de mais sinerais e locar; é a doença da Pedra no Lago...Interrompeu Luzades, esperando a reação de todos.
Que doença é essa??Perguntam todos, intrigados.
É uma doença com os sintomas de muitas outras; como os mongos cuidam e tratam da Frola e as samalandras, guardam o Locar, os dois acertaram, e agora, vão ajudar a curar a margarida...!!Explicou Luzades, sorrindo.
Ah, agora, entendi. Vou colocar nutrientes na terra, onde ela está, para que possa alimentar-se adequadamente.Diz Diméco, enterrando seu dedinho na terra.
E eu vou irradiar meu Locar, para aquecê-la, gerando luz para uma melhor absorção dos nutrientes.Falou Macha, colocando sua mão sobre a flor, iluminando-a e aquecendo-ª.
_Obrigada,Luzades!!Obrigada, Diméco!!!Obrigada, Macha!!!Sem vocês, eu não teria sobrevivido!!!Disse a Margarida, contente,completamente curada, para todos.
Com todos satisfeitos, Luzades retornou ao seu passeio.
Puxa,tia, ainda bem que os mongos e as samalandras vieram ajudar as dafas!!! Se a gente não consegue resolver sozinho, é melhor pedir ajuda,mesmo!!! Se não fossem todos juntos, a margarida teria morrido...!!!Então, pedir ajuda, quando a gente não sabe resolver não é feio!!! È melhor pedir ajuda e resolver do que deixar a margarida morrer...!!Respondeu Mona, beijando Anelise, antes de sair correndo para o jardim.
Satisfeita, Anelise voltou a ler seu livro preferido: A Lenda do Rei Artur.



O COGUMELO GIGANTE
Mona tinha se desentendido com a mãe, por isso, Anelise achou que estava na hora de contar a história do Cogumelo gigante.
_Uma vez, no Reino de Landria, surgiu um enorme cogumelo, um cogumelo gigante, como nunca tinha nascido na estaflor. Quando os mongos perceberam aquele enorme cogumelo, ficaram todos agitados, inquietos, cada um querendo morar lá.Começou, com Mona sentada ao seu lado.
_Como sou o presidente da Confraria do Cogumelo e o mais velho dos mongos, sou eu quem deve morar nele.Falou Osido, o mongo das figueiras.
_Eu sou o mais esperto, aquele que sempre é chamado para resolver os problemas mais difíceis, por isso, eu é quem devo morar no cogumelo.Argumentou Bisado, o mongo dos pinheiros, considerado o engenheiro da Confraria.
_Sou eu quem trata todos vocês, quando estão doentes, por isso, eu é quem devo morar no cogumelo. Retrucou Diméco, o mongo das ervas, doutor da confraria.
A discussão virou uma grande algazarra, com todos os mongos falando ao mesmo tempo; mas o pior é que, quanto mais eles discutiam, mais o cogumelo diminuía.
Então, chegou Luzades que, vendo o cogumelo e ouvindo a briga, perguntou:
Estão brigando por causa do cogumelo?
Sim!!Responderam todos, ao mesmo tempo.
Esse é um cogumelo matemático; se vocês brigam ou discutem por causa dele, vai diminuindo até desaparecer...Olhem!
Todos olharam pro chão, sem verem mais o cogumelo.
Agora, se vocês conversarem, tentando encontrar uma solução ideal pra todos, ele vai aumentar cada vez mais. Tentem...
_Como assim, todos nós queremos o cogumelo gigante!Indagou Bisado, indignado e intrigado.
Luzades sorriu, compreensivamente, dizendo:
Não acham que o cogumelo gigante é muito grande para só um de vocês morar nele??
_Sim. É mesmo...Não tinha pensado nisso...!Respondeu Osido, começando a entender...
_Não seria melhor que o cogumelo fosse uma casa para todos vocês?Onde pudessem se reunir para conversar, brincar, festejar...??
_Sim, seria...Disse Osido, entendendo, e esperando,curioso, pelo que iria acontecer.
_Então, vocês concordam que o cogumelo seria um lar maravilhoso para todos vocês, quando quisessem ficar juntos???Pergunta Luzades, sorrindo, para os rostos surpresos dos mongos.
Sim!!Concordamos!!!Responderam todos juntos, entendendo.
Então, agora, olhem para o cogumelo...!Pediu Luzades, sorrindo.
Todos olharam,ao mesmo tempo; o cogumelo tinha se tornado hiper-ultra-super gigante.
Todos se abraçaram, dançando e cantando, felizes, cada um pensando em colocar alguma coisa sua, para enfeitar o interior do cogumelo...!! Enquanto isso, Luzades, sorridente e satisfeita, voltou a passear pela estaflor.
Que história linda, tia!!!Ainda bem que eles se entenderam! Vou correndo pedir desculpas pra mamãe!!! Quero que o meu cogumelo fique bem grande pros mongos brincarem!!!Disse Mona, beijando Anelise e correndo para dentro da cozinha.
Anelise sorriu, satisfeita.Aquela história sempre funcionava...
Obrigada, Mongos!!! Pensou, sorrindo.







QUE HISTÓRIA CONTAR, AGORA??

Sempre que pensava em Mona, Anelise preocupava-se com os valores que ela teria de adquirir para ser realmente uma pessoa de mente e corpo sãos.
Seria bom contar a história do Cogumelo gigante...! Sorri, lembrando-se de quando inventara essa história, numa oficina da faculdade.Na história, os mongos brigam, cada um querendo morar no cogumelo gigante; quanto mais eles brigavam, mais o cogumelo diminuía, até quase desaparecer.
Ou ainda, poderia contar a história da Margarida adoecida, onde as dafas sem conseguirem curar a flor, descobrem que os mongos e as samalandras poderiam ajudar, doando nutrientes e calor á margarida.
Outra história divertida era a da Dança da semente; onde a semente recém nascida, era levada pelos soflis, até ser colocada na terra, pelos mongos e cuidada pelas dafas, tornando-se uma linda rosa amarela.
Havia tanto a ensinar a Mona!!!O mais importante era que a menina crescesse descobrindo e redescobrindo a Vida, a cada instante, como se fosse uma brincadeira divertida, como no Reino de Landria..Pensa Anelise, antes de pegar no sono.
Sem que Anelise perceba, do lado de fora da janela, aparece a face de um meigo velhinho de chapelão verde, com olhos espertos e sorriso de criança.


No Reino de Landria
No reino de Landria, viviam sogam e sagam, além de soflis, dafas, mongos e samalandras.
O principal ogam chamava-se Lermin; ninguém, no reino, sabia dizer qual a idade exata dele, mas todos sabiam que tinha mais de um século de vida.
Lermin conhecia todos os mistérios da estaflor: árvores, arbustos, folhas e flores, tronco e raiz, tudo era conhecido por ele, pois manipulava a Energia de todas as plantas, curando, renovando, revigorando.Por tudo isso, ele era muito admirado e amado naquele reino.
Com seu enorme chapelão verde e sua túnica esverdeada, ele vagava pela estaflor, conversando com plantas e animais, sentindo a energia do Ar, da Terra, da Água e do Fogo, e sempre, espalhando e ensinando união e amizade para todos os seres que ali viviam.
Naquele reino, vivia uma linda dafa chamada Luzades; ela estava sendo preparada para ser uma agam e para isso, precisava estar sempre atenta á Vida, dentro do reino.Ela sabia que tinha uma longa jornada pela frente; precisava aprender a descobrir o Mistério no Óbvio, e o Óbvio no Mistério. Era aquela a lição mais importante, mas também a mais difícil...Sabia que, uma vez, sagrada agam, iria para um outro reino chamado Sabril, onde havia muitas crianças precisando reencontrarem a Magia, para crescerem e serem ainda mais humanas.Sabia, também, que, lá, conheceria muitos amigos, inclusive, uma dafa diferente chamada Nilan. Depois, elas se separariam e Luzades conheceria novos amigos, vivendo novas aventuras. Desejava muito ser agam e conhecer outros reinos, outros amigos, outras formas de vida e de energia, além de outras formas de amor.
Ela tinha aprendido a respeitar as diferenças, dentro do reino; todos sempre queriam o seu conselho, quando Lermin estava ausente. Os mongos convidavam-na para cear, em seus cogumelos; as dafas gostavam de voar, com ela, pela estaflor; os soflis viajavam, com ela, pelos tovens, e as samalandras dançavam com ela, dentro do gofo.
Quando acontecia um incêndio na estaflor, ela chamava os soflis, que vinham, com seus tovens, para apagar as chamas.Quando havia muitas ervas daninhas e preguiçosas querendo crescerem junto ás ervas sadias, Luzades chamava as samalandras, que com seu gofo, queimavam as malfeitoras, fazendo com que as outras pudessem crescer e vicejar. Quando alguma planta adoecia, chamava os mongos, que sempre cuidavam e curavam a plantinha doente. Quando quem adoecia era um animal ou uma flor, podia sempre contar com as dafas, que, rapidamente, tratavam e curavam.
Lermin sempre dizia que ela tinha o Dom de comunicar-se e restabelecer a Harmonia do Reino e que este Dom precisava ser aprimorado e preservado de todo o Lam que, eventualmente, encontraria, em sua jornada de agam.
_E é assim que começa a história da Maga da Seda, Mona, amanhã, continuo,ok?-Termina Anelise, acariciando os cabelos de sua sobrinha, que sorrindo, fecha os olhos e adormece.
Até hoje, ainda não entendia o porquê, mas sempre sentia algo diferente quando contava essa história...!!!
Apaga a luz do quarto, sem perceber os vaga-lumes e os pequenos seres, que fagueiros, chegam, aproximando-se da cama de Mona, encantados com a inocente face da menina...